HACK

Nós dizemos às startups (aqui na Y Combinator) o tempo todo que eles precisam crescer rapidamente. Isso é verdade, e é um bom conselho, mas acho que a moda atual das startups do Vale do Silício levou isso a um extremo pouco saudável – startups tem um objetivo de crescimento semanal antes de realmente ter uma idéia forte sobre o que eles querem desenvolver.

Nas primeiras semanas da vida de uma startup, os fundadores realmente precisam descobrir o que estão fazendo e porque. Então eles precisam construir um produto que alguns usuários realmente amam. Só depois disso eles devem se concentrar no crescimento além de tudo.

Uma startup que atinge prematuramente uma meta de crescimento geralmente acaba por produzir um produto nebuloso que alguns usuários gostam e então inflam suas vendas com algum ‘growth hack’. Esse tipo de trabalho – pelo menos, irá enganar os investidores por algum tempo até que eles comecem a encontrar os números de retenção – mas, eventualmente, a música pára.

Acho que a métrica inicial correta é “os usuários adoram o nosso produto tanto que eles espontaneamente o promove para outras pessoas?” Até que esse seja um “sim”, os fundadores estarão geralmente melhores focando nisso ao invés de perseguirem alguma meta de crescimento.

As melhores empresas de tecnologia às vezes levam algum tempo para descobrir exatamente o que estão fazendo, mas, quando o fazem, geralmente passam esse teste binário antes de voltar toda a sua energia para o crescimento. É o ingrediente crítico para as empresas que vão muito bem [1], e se você não descobrir, nenhuma quantidade de growth hacking a tornará uma ótima companhia.

Como uma nota lateral, as startups que não descobrem primeiro um produto que alguns usuários amam também parecem raramente desenvolver o senso de missão que as melhores empresas têm.

[1] A outra coisa que essas empresas têm, e que também geralmente é descoberto cedo, é uma espécie de monopólio.


Escrito por Sam Altman


Sobre o autor André Bartholomeu Fernandes rotate

Pós-graduado em Harvard e MIT, André iniciou sua carreira na internet em 2002 levando internet a mais de 4.000 cidades brasileiras com o provedor Samba. Trabalha com empresas nacionais e multinacionais levando soluções de internet focadas em resultados. Seu blog, o Jornal do Empreendedor tem mais de 200.000 leitores.

Relatório

Tendências do Growth Marketing para 2018

Especialistas dos EUA compartilham as tendências que dominarão 2018.

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